Desde o início da colonização polonesa no Brasil, a vida social girava em torno da capela ou da igreja local. As idéias nasciam no recôndito de seus lares simples. e à sombra das casas de Deus, quando a alma simples e ardente dos poloneses, encontrava-se em contato com Ele, e nutria a necessidade de comunidade e organização.
Os primórdios da vida social no Brasil, no Paraná, e em Curitiba, surgiam após Edmundo Wos Saporski ter trazido de Brusque, Santa Catarina, os primeiros emigrantes poloneses, em 1871, e tê-los alocado em Pilarzinho e Abranches.
As bases foram lançadas; a semente germinou e soltou as suas raízes; a idéia começa fenecer; brota a iniciativa nos mais longínquos recantos poloneses. Todos apoiam a necessidade de concentrar a defesa de seus próprios interesses, a representação da colônia, e, finalmente. a solução dos assuntos nacionais e sociais, e, assim por diante. Na primeira década, de 1890-1900, surgiram 35 associações, desde o Rio de Janeiro, até o Rio Grande do Sul. Uma verdadeira onda inundava as nossas colônias, surgiam núcleos sem coordenação, dispersos, sem contato com outras organizações, fraca, com problemas financeiros e com a falta de gente preparada, bem como, com o apoio da parte dos colonos; organizações, na sua maioria andavam soltas, sem liames e programas.
As longas atividades de associações e os dados extraídos das atas de reuniões de suas diretorias, falam das inúmeras conquistas, no terreno da educação e cultura. Os trabalhos educacionais foram iniciados de uma questão primordial, a criação da escola, a biblioteca ofertada por Edmundo Wos Saporski, e em parte pelo Prof. Hieronim Durski, e, também, de uma sala de leitura. Uma bela atividade progressista, de acrdo com as atas das reuniões, dera início, já no ano de 1891.